Giro de Notícias: Polícia Federal fará mais operações no Maranhão depois do rombo de R$ 2 milhões na SEMUS

Os gestores públicos estaduais e municipais, que tinham quase que a absoluta certeza de que iriam se apropriar de recursos destinados ao enfrentamento da covid-19 e naturalmente ficarem na impunidade, começam a ficar bastante preocupados. A Controladoria Geral da União e Polícia Federal estão trabalhando em plena sintonia, e não estão encontrando maiores dificuldades em chegar aos corruptos. A partir das prestações de contas dos governos estaduais e municipais, exclusivamente dos recursos destinados ao enfrentamento da epidemia e das facilidades para efetuarem compras e execução de obras sem a necessidade de licitação, proporcionou muitas  oportunidades num momento crítico de uma doença que vem matando muito gente, para praticar corrupção e desviar dinheiro para ser utilizado para salvar vidas.

A dispensa de licitação para prefeituras e governos estaduais, acabou se constituindo numa verdadeira isca para os desonestos pouco se importando com a vida das pessoas e tratarem de roubar. Apesar de todas as tentativas de maquiagem, inclusive com empresas fantasmas e mecanismos inerentes a corruptos, a Controladoria Geral da União vem identificando dezenas de infratores em todo o país.

A operação “Cobiça Fatal”, que pegou em cheio a Secretaria Municipal de Saúde com a compra de 330 mil máscaras hospitalares, que custam em média R$ 3,17 e foram compradas por R$ 9,90, resultando na prisão de três envolvidos e indiciamento de outros 16 e a apreensão de farto material nas sedes das empresas envolvidas e na Secretaria Municipal de Saúde. A Polícia Federal com a apreensão dos documentos poderá chegar a outros envolvidos e não estão descartadas novas prisões.

A complicação cada vez maior para a prefeitura de São Luís é que pessoas integrantes das empresas do superfaturamento trabalham na Secretaria de Saúde Municipal e são bem próximas do titular da pasta, o conhecido Lula Fylho, que tem um histórico bastante nebuloso dentro da administração do prefeito Edivaldo Holanda Junior.

A Superintendente da Polícia Federal no Maranhão, Cassandra Parezi, apesar de não fazer qualquer tipo de revelação das ações da Polícia Federação no Maranhão, mas sabe-se que existem denúncias de improbidades com dinheiro do covid-19 e inúmeros casos identificados pela CGU no Maranhão. A realidade é que poderão ser realizados novos desdobramentos na operação “Cobiça Fatal,” diante do farto material apreendido e a quebra dos sigilos bancários e fiscais dos envolvidos, começando do secretário Lula Fylho.

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