Ex-presidente José Sarney deu número de telefone ”secreto” a Irmã Dulce

Irmã Dulce com José Sarney: ex-presidente foi de amigo a devoto da agora santa Foto: Arquivo

Um telefone vermelho compunha a mesa de José Sarney no Palácio do Planalto, entre 1985 e 1990. Pouquíssimas pessoas conheciam o número dele: era para ser usado apenas em situações de emergência. Além de militares de alta patente, o ex-presidente conta que passou seu número secreto para uma pessoa. Irmã Dulce podia lhe chamar quando quisesse.

O presidente da Republica, Jose Sarney, cumprimenta a Irma Dulce

Doador de recursos para as obras da freira, Sarney foi homenageado por ela em seus anos de governo. Uma das alas de um hospital que ela construiu recebeu o nome do ex-presidente. “Tive a graça de Deus de conhecer, ser amigo, devoto da Irmã Dulce. Ela mesma era o próprio milagre. Era uma criatura tão frágil e tão forte, que teve tanta força, construiu tanto. Fez tanto pelos pobres. Ela já era a verdadeira expressão da santidade. A canonização da Irmã Dulce é apenas um gesto da igreja, porque santa, ela sempre foi”, diz Sarney.

Em 1988, Sarney indicou a freira para o Prêmio Nobel da Paz. O ex-presidente, que anda com uma medalhinha com a foto da Irmã Dulce no bolso, acompanhará a canonização em Roma e participará da cerimônia em Salvador.Em 1992, ao saber que a freira estava em uma situação considerada muito difícil, Sarney foi se despedir dela na Bahia. Ele conta que se ajoelhou e beijou seus pés: “Era a única coisa que podia fazer”. Ele voltou para o enterro da freira. Recebeu das mãos de Maria Rita, sobrinha dela, a bandeira do Brasil que envolveu seu caixão. Segundo ele, ela foi levada para um museu no Maranhão. Sarney pretende agora liderar um movimento pela construção de uma igreja em devoção à Irmã Dulce em seu estado.

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